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Y.Sustentável | Financiar a Transição Climática nas PME

03 04 2025 PT2030 | Incentivos Financeiros Sónia Pereira | Consultora de Processos e Sustentabilidade
Y.Sustentável | Financiar a Transição Climática nas PME

A transição climática deixou de ser uma tendência para se tornar uma exigência concreta e transversal à atividade económica global. No centro desta transformação está a urgência de descarbonizar processos, de adotar tecnologias mais eficientes e de garantir a sustentabilidade ambiental dos modelos de negócio. Para as empresas, este novo paradigma representa, simultaneamente, uma responsabilidade e uma oportunidade sem precedentes.

Contudo, a complexidade associada à sustentabilidade empresarial — seja do ponto de vista técnico, fiscal ou estratégico, exige conhecimento aprofundado, visão integrada e tomadas de decisão informadas. A abordagem superficial ou desarticulada a esta transição poderá comprometer seriamente a viabilidade de muitos negócios a médio prazo. Já não basta fazer só "alguma coisa". É necessário fazer bem, com ambição e rigor.

É neste contexto exigente que a Yunit Consulting assume o seu papel. Com um histórico consolidado no aconselhamento estratégico, fiscal e financeiro de empresas nacionais, temos vindo a apoiar projetos de transição climática assentes em inovação, eficiência e crescimento sustentável. Conhecemos os desafios e as oportunidades — e sabemos como transformar intenção em verdadeira transformação.

Neste artigo, traçamos um guia completo e atualizado sobre como alinhar os objetivos empresariais com as metas climáticas, tirando partido dos instrumentos disponíveis em Portugal, desde os benefícios fiscais como o SIFIDE e o RFAI, até aos sistemas de incentivo do Portugal 2030. Este é um contributo para todos os que identificam na sustentabilidade uma oportunidade competitiva e querem avançar com segurança e resultados concretos.

 

Principais desafios da Transição Climática para as empresas

A adaptação à transição climática representa, para muitas empresas, um processo complexo e multifacetado. Entre os principais desafios, destacam-se:

  1. Adaptação às exigências regulatórias: a legislação europeia e nacional tem vindo a impor obrigações e práticas diversas na área da Sustentabilidade, o que implica que as PME conheçam e se adaptem a essas novas exigências;
  2. Custos de investimento elevados: o caminho para a transição climática implica, frequentemente, a substituição de equipamentos, a reconversão de instalações, a aquisição de tecnologias verdes e a formação de recursos humanos. Estes custos podem ser um entrave, sobretudo, para PME com menor capacidade de autofinanciamento.
  3. Mudança organizacional e cultural: a transição climática exige uma transformação interna que vai além da tecnologia. Envolve a criação de uma cultura corporativa orientada para a sustentabilidade, o desenvolvimento de competências e o alinhamento das lideranças com os novos objetivos estratégicos.
  4. Desconhecimento sobre mecanismos de apoio: apesar de existirem múltiplas linhas de financiamento e incentivos fiscais disponíveis, muitas empresas desconhecem a sua existência, aplicabilidade ou forma de acesso, acabando por não beneficiar do apoio que poderia facilitar a sua transição climática.

Transição Climática e as oportunidades para as empresas

A Transição Climática não pode ser encarada apenas como um desafio. Pelo contrário, deve ser vista como uma oportunidade estratégica de reposicionamento e diferenciação competitiva. Entre os potenciais benefícios da Transição Climática destacamos:

  1. Eficiência operacional: a aposta em tecnologias de baixo consumo energético, reaproveitamento de materiais e processos otimizados permite uma redução de custos significativa a médio e longo prazo.
  2. Acesso a novos mercados e clientes: cada vez mais consumidores, investidores e parceiros de negócio, valorizam empresas com práticas sustentáveis, sendo as mesmas um fator decisivo e determinante no acesso a grandes concursos e contratos internacionais, por exemplo;
  3. Inovação e diferenciação: a aposta em soluções mais sustentáveis tende a impulsionar a inovação em produtos, processos e modelos de negócio, permitindo a diversificação da oferta e a entrada em segmentos de mercado com elevado potencial de crescimento.
  4. Acesso a financiamento e incentivos fiscais: programas como o Portugal 2030, o SIFIDE ou o RFAI, concedem apoios financeiros e benefícios fiscais, que aliviam a carga fiscal das empresas, e viabilizam o investimento necessário às empresas que estejam alinhadas com estas práticas.
  5. Reputação e valorização da marca: as empresas que lideram pelo exemplo na área da sustentabilidade reforçam a sua imagem junto do público, atraem talento e fidelizam clientes;
  6. Adaptação às alterações climáticas: empresas adaptadas aos eventos climatéricos cada vez mais frequentes, são empresas preparadas para cenários que influenciam diretamente o seu negócio, reduzindo assim os riscos físicos e financeiros associados a esses eventos.

O papel da I&D no apoio à Transição Climática

O caminho da sustentabilidade e da Transição Climática está estreitamente ligado à aposta em novas tecnologias e competências, com as tecnologias limpas, a melhoria da eficiência energética, ou a formação de recursos. No entanto, muitas empresas ainda não encontram resposta no mercado para as suas necessidades, obrigando a que estas apostem na investigação e desenvolvimento (I&D), para criarem as suas próprias soluções nesta área.

A Investigação & Desenvolvimento é, assim, um dos eixos fundamentais para dar resposta aos desafios da Transição Climática. Ao investirem em I&D, as empresas podem:

  1. Criar produtos ecologicamente mais responsáveis: substituindo matérias-primas, otimizando embalagens, privilegiando fornecedores locais e de cadeias de valor responsáveis, entre outros.
  2. Desenvolver processos produtivos mais eficientes: inovar nos métodos de produção pode reduzir consumos energéticos, minimizar resíduos e eliminar etapas com impacto ambiental elevado.
  3. Automatizar e digitalizar sistemas de controlo: softwares e tecnologias de monitorização permitem gerir em tempo real o consumo energético e as emissões, facilitando a tomada de decisão e a adaptação contínua.
  4. Transformar desafios em oportunidades de negócio: muitas vezes, uma necessidade interna leva à criação de um novo produto ou serviço com valor de mercado, tornando-se uma oportunidade de negócio que pode levar à diversificação das fontes de receita da empresa.

Como usar o SIFIDE para apoiar a Transição Climática das empresas

O Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE) pode ser uma oportunidade para apoiar a Transição Climática das empresas, uma vez que permite obter um significativo retorno em benefício fiscal da despesa em que estes projetos incorrem, caso estes impliquem atividades e despesas com I&D.

Segundo o definido na Diretiva 2009/125/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de outubro, as atividades de conceção ecológica abrangidas pelo SIFIDE são aquelas que integram aspetos ambientais na conceção de um produto, no intuito de melhorar o seu desempenho ambiental ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Assim, no contexto da Transição Climática, o SIFIDE pode ser associado a despesas como:

  • Projetos de ecodesign, que melhorem o desempenho ambiental dos produtos, apresentando despesas com recursos humanos, funcionamento, participação e contratação de atividades de I&D, bem como com o registo, manutenção e aquisição de patentes;
  • Melhorias tecnológicas de processos industriais, que conduzam à descarbonização e à eficiência energética da indústria. 
  • Desenvolvimento de materiais com menor pegada carbónica;
  • Soluções digitais e sistemas inteligentes de gestão ambiental, que promovam a eficiência energética.

De forma resumida, o SIFIDE é calculado com base em duas taxas: uma taxa base, que corresponde a 32,5% das despesas em I&D relativas ao ano fiscal em causa; à qual se soma uma taxa incremental, que corresponde a 50% do aumento dessas despesas em relação à média dos dois anos anteriores, até um limite de 1,5 milhões de euros. Isto faz com que a taxa de incentivo fiscal sobre a despesa em I&D varie entre os 32,5% e os 82,5%.

Utilizar o SIFIDE para apoiar os projetos em curso nas empresas, permitir-lhes-á reinvestir em I&D, reforçar o seu orçamento nestes projetos, aliviando o esforço financeiro e acelerando assim a sua estratégia em direção à tão desejada Transição Climática.

Apoios financeiros à Transição Climática em Portugal

Além do SIFIDE, existem várias linhas de apoio no quadro do Portugal 2030 especialmente orientadas para a Transição Climática:

  • SITCE – Sistema de Incentivos à Transição Climática e Energética: apoia investimentos em descarbonização industrial, substituição de equipamentos obsoletos por soluções eficientes, adoção de energias renováveis e a reconversão de unidades fabris dependentes de combustíveis fósseis em unidades que utilizem fontes de energia limpa. 
  • I&D Empresarial: financia projetos de investigação e desenvolvimento com potencial de aplicação prática que respondam a desafios internos das empresas. Estes projetos podem tornar-se novas áreas de negócio, contribuindo para a diversificação e posicionamento da empresa. 
  • Inovação Produtiva: apoia o crescimento da capacidade instalada e a modernização de infraestruturas produtivas, com possibilidade de financiamento para equipamentos mais eficientes e tecnologias mais sustentáveis.

Pode ser do seu interesse: Explore aqui os incentivos mais relevantes para a sua empresa!

Passos para implementar a Transição Climática na sua empresa

  1. Realizar um diagnóstico energético e ambiental: identifique os principais consumos, fontes de emissões, impactes ambientais e potenciais áreas de melhoria. Este é o ponto de partida para qualquer estratégia bem-sucedida.
  2. Estabelecer metas claras e quantificáveis: defina objetivos específicos de redução de emissões, de eficiência hídrica, de valorização de resíduos, ou outros que se apliquem. Estes objetivos devem estar alinhados com os ODS e as metas definidas na legislação europeia e nacional.
  3. Desenhar um plano de investimento estruturado: considere as decisões e soluções que melhor se adequam ao perfil da sua empresa, e avalie o investimento necessário, bem como o seu retorno ambiental e financeiro.
  4. Mapear os incentivos disponíveis: identifique os apoios fiscais e financeiros aplicáveis ao seu projeto. A integração entre SIFIDE, RFAI, SITCE e Inovação Produtiva, pode fazer a diferença entre um projeto viável ou inviável.
  5. Escolher um parceiro especializado: o enquadramento correto e a gestão das candidaturas exigem conhecimento técnico, experiência e acompanhamento contínuo, não só para a sua aprovação, mas também para a sua execução.
  6. Monitorizar e reportar resultados: acompanhe os indicadores de desempenho e partilhe os avanços com as partes interessadas. A transparência é cada vez mais valorizada no mercado.

Acompanhamento especializado: o papel da Yunit Consulting

Na Yunit Consulting apoiamos as empresas a transformar a Transição Climática numa oportunidade de crescimento. Fazemo-lo através de uma abordagem integrada, que combina:

  • Avaliação estratégica do plano de Transição Climática da empresa;
  • Enquadramento técnico e fiscal de projetos nos diversos sistemas de incentivos disponíveis;
  • Preparação e submissão de candidaturas com foco na maximização do retorno;
  • Acompanhamento e monitorização da execução, garantindo conformidade e resultados tangíveis.

Se a sua empresa quer apostar na transição climática, agende uma sessão de enquadramento gratuita. Descubra como o conhecimento, a experiência e o rigor podem fazer da Transição Climática uma vantagem competitiva para o seu negócio!

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Yunit Consulting: Juntos, vamos dar o Salto

Última atualização: 03 de abril de 2025

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